A resistência à leitura não é falta de inteligência — é falta de acompanhamento. O Clube do Livro do professor Pedro Mendes é um espaço ao vivo, em grupo pequeno, onde meninos dos 8 aos 13 anos descobrem que ler pode ser tão bom quanto qualquer ecrã.
Não ensinamos a ler mais rápido. Ensinamos a gostar de ler — e há uma diferença enorme entre as duas coisas. Cada mês tem um livro, cada semana tem um encontro, e o resultado é visível: a criança começa a desenvolver o gosto pela leitura.
Quando uma criança tem contexto, conversa e entusiasmo à volta do livro, a leitura deixa de ser obrigação. Passa a ser o momento que ele espera durante a semana.
Uma criança que lê regularmente usa palavras que os colegas não conhecem, escreve melhor e raciocina com mais clareza. O efeito é mensurável — e rápido.
O filho chega da aula e agora tem assunto mais um rico de assunto de conversa para a mesa do almoço ou do jantar. A leitura entra na família — não fica fechada no quarto.
Cada encontro treina concentração, escuta e raciocínio sequencial — capacidades que um ecrã não desenvolve, e que fazem diferença na escola e além dela.
Os números abaixo vêm de décadas de investigação em psicologia do desenvolvimento, neurociência e educação. Mostram o que está a acontecer — e o que pode mudar.
Crianças que lêem regularmente têm até três vezes mais vocabulário aos 12 anos do que pares não leitores — com impacto direto na escrita, na oralidade e no raciocínio.
Ler durante apenas seis minutos reduz o nível de stress em 68% — mais do que ouvir música ou fazer uma caminhada. O efeito também foi medido em crianças.
A leitura de ficção aumenta a capacidade de compreender os outros em cerca de 26%. Crianças que lêem histórias aprendem, sem dar por isso, a colocar-se no lugar de quem é diferente delas.
Cada encontro é construído sobre quatro pilares de leitura ativa — pensados para meninos desta faixa etária, com perguntas concretas, vocabulário acessível e ancoragem nas ações dos personagens. Sem prova, sem teste, sem medo de errar.
Perguntas calibradas para a idade, que partem do enredo e abrem para reflexão pessoal. O menino fala, é ouvido, e descobre que a sua opinião sobre um livro tem peso.
Por que aquela personagem agiu assim? O que ela sentiu? E eu, no lugar dela? É aqui que a empatia e o senso moral começam a tomar forma.
Reconstruir a história em conjunto consolida a memória, treina a sequência lógica e mostra ao menino que ele compreendeu mais do que pensava.
Cada livro abre porta para outro. Crianças saem a querer ler mais — não porque foi imposto, mas porque a curiosidade foi acesa.
A escolha das obras não é casual. Cada livro estudado no Clube é selecionado pessoalmente pelo professor Pedro — pesando faixa etária, peso literário, valor formativo e capacidade de gerar conversa real.
Os horários foram pensados para acomodar famílias no Brasil e em Portugal. As turmas são pequenas para que cada menino tenha espaço real para falar, perguntar, discordar — e é isso que faz a aula funcionar.
O horário do Brasil é fixo ao longo do ano. O horário de Portugal pode variar em uma hora durante o período de horário de verão europeu.
Os depoimentos abaixo foram recolhidos espontaneamente em mensagens de WhatsApp por mães que acompanham os filhos no Clube. O conteúdo é integralmente delas.
O Benjamin está gostando muito! As aulas têm sido uma grande motivação para ele desenvolver a fluência na leitura e também alimentar o imaginário. Ele sempre comenta sobre a aula e leva as conversas para a nossa rotina familiar durante a semana. Você tem muito jeito com as crianças, e estamos realmente felizes por fazer parte do seu clube. Parabéns pela iniciativa e pelo ótimo trabalho.
Olá Pedro. O Valentim está sempre à espera que chegue a hora da aula. E também tem sido uma ajuda para desenvolver mais a leitura. Obrigada Pedro
Rodrigo amando. Fica ansioso pra começar, na frente do tablet bem antes da hora. Saiu todo feliz dizendo que vocês conversam bastante sobre vários temas e outros livros. Muito obrigada pela sua atenção
Olá, Pedro! Heitor gosta muito das suas aulas. Você tem uma didática excelente e consegue estimular com alegria e empolgação. As aulas estão sendo uma experiência muito legal! Parabéns, e muito obrigada!
Oi, Pedro! Por aqui só elogios. Tem sido um momento muito enriquecedor para o Frederico. Ele sai das aulas bem contente. Muito obrigada
Obrigada Pedro, pela disposição em abrir esse clube para os meninos. Vai ser muito bom ter sua influência para o desenvolvimento deles. Obrigada
Rodrigo adorou. Ele já tem uma lista de livros que você indica no seu canal pra eu comprar.
Enzo ama, e demonstra gratidão diversas vezes
Oi Pedro, parabéns. Meu filho tá amando a sua aula. O livro tá seguindo.
Não é um certificado. Não é um resumo. É uma mudança real na relação com as palavras, com as histórias e com a própria capacidade de pensar.
Quando a leitura é prazerosa desde cedo, torna-se parte da identidade — não uma tarefa que desaparece assim que a escola deixa de exigir.
Cada livro clássico introduz dezenas de palavras e estruturas que o seu filho não vai encontrar noutro sítio. A diferença aparece na escrita e na conversa.
Defender uma opinião sobre um personagem, ouvir o colega discordar, mudar de ideia — isso é treino real de pensamento crítico, semana após semana.
Não é sobre proibir. É sobre oferecer algo tão bom que a criança escolhe. Quando o livro compete de igual para igual, muita coisa muda.
Fale comigo pelo WhatsApp. Diga a idade do seu filho e o horário que funciona — e eu ajudo a encontrar a turma certa.
Cresci a ler porque a minha mãe nunca me deixou sem um livro na mão. Durante anos, ela escolhia, lia ao lado, conversava sobre o que acontecia nas páginas. Percebi mais tarde que não foi o livro que mudou tudo em mim — foi o acompanhamento.
O Clube do Livro nasceu disso: da convicção de que uma criança não precisa de mais conteúdo, precisa de alguém que a guie com cuidado. Estudo Filosofia, trabalho com design e produção de conteúdo — mas o que me trouxe aqui foi algo mais simples: querer dar a outros aquilo que a minha mãe me deu.
O que faço numa aula que uma sala de aula não faz? O espaço é descontraído. Cada criança tem voz real. O livro não é tarefa — é conversa. E essa diferença, na prática, muda tudo.